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Legenda de post: as três primeiras linhas decidem tudo

Você escreveu uma legenda de oito linhas, caprichou no fim, e o Instagram mostrou três. O resto está atrás de um "mais" que quase ninguém toca.

O problema é de ordem, não de escrita

A maioria das legendas é escrita como redação de escola: contexto, desenvolvimento, conclusão. O melhor fica no fim. Só que quem lê no telefone decide nas três primeiras linhas se continua.

É a mesma inversão que jornal faz há cem anos: a notícia começa pelo que aconteceu, não pelo dia em que a reunião foi marcada.

Quatro aberturas que funcionam

Nenhuma delas é truque. São formas de dizer logo o que interessa.

  • A dúvida, tal como o cliente diz: "Quanto tempo antes preciso encomendar?"
  • O contrário do esperado: "Bolo de casamento não se escolhe pelo sabor."
  • O erro que você viu muita gente cometer: "Quase todo mundo erra a quantidade."
  • O número concreto: "Três dias. É o que separa um bolo bom de um bolo às pressas."

O que nunca deve ocupar a primeira linha

"Bom dia, pessoal!", "Passando aqui para contar", emoji sozinho, e o nome do seu negócio. Nenhum deles diz nada a quem ainda não decidiu ler, e são exatamente as três linhas que você tinha.

A saudação não desaparece: desce. Fica ótima na quarta linha, quando a pessoa já está dentro.

Escreva o fim e depois suba

Um método prático: escreva a legenda inteira do jeito que sair. Depois procure a frase mais forte, onde quer que ela esteja, e mova para o topo. Quase sempre ela estava no penúltimo parágrafo.

Feito isso, releia só as três primeiras linhas, sozinhas. Se elas não fizerem sentido separadas do resto, ainda não está pronto, porque é assim que a maioria vai ler.

O ReadyMonth já escreve com essa ordem: o que interessa em cima, e o resto atrás. Você lê, ajusta a voz e publica.

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