Como falar de preço sem espantar o cliente
Você já reparou que quase ninguém coloca preço, e que quase todo mundo reclama de perder tempo com quem pergunta o preço e some. As duas coisas são a mesma coisa.
O que "consulte valores" faz de verdade
Ele não esconde o preço: adia. Quem ia achar caro vai achar caro na mesma, só que depois de você ter gasto quinze minutos a responder. E quem tinha o orçamento certo, muitas vezes nem pergunta, porque perguntar preço a um desconhecido é chato.
Ou seja, você filtra ao contrário: perde o cliente certo e mantém a conversa com o errado.
Formas de dizer o preço sem tabela
Nem todo negócio tem preço fixo. Mas todo negócio tem uma faixa, e a faixa já resolve.
- O ponto de partida: "a partir de R$ 180". Diz o piso sem prometer o teto.
- A faixa: "a maioria dos meus bolos fica entre R$ 200 e R$ 400".
- O que faz variar: "o preço muda com o tamanho e com a decoração, e não com o sabor".
- O exemplo real: "esse aqui, para 30 pessoas, saiu R$ 260".
Preço num post é conteúdo, não é anúncio
Um post que explica por que custa o que custa vale mais que um que só diz o número. Quanto tempo leva, o que entra, o que você recusa fazer. Isso responde a pergunta que está por trás do "quanto custa?", que é "vale a pena?".
E tem um efeito secundário útil: quem acha caro depois de entender o trabalho não volta para negociar. Vai embora sozinho, e sem ocupar a sua tarde.
Quando realmente não dá para publicar preço
Há casos legítimos: projeto sob medida, obra, consultoria. Aí publique o que determina o preço e uma faixa de projetos anteriores. "Projetos entre R$ 3 mil e R$ 12 mil, conforme metragem" já filtra melhor que o silêncio.
O que não funciona é o silêncio total. Ele não protege a margem; protege só a conversa desconfortável, e o custo dessa proteção é a venda.
Um post por mês sobre preço, dito de forma clara, poupa dezenas de conversas. É o tipo de tema que o ReadyMonth já coloca no mês, para não ficar sempre para depois.