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Quando falar de você e quando falar do cliente

Há dois erros opostos e igualmente comuns: o perfil que é um diário e o perfil que parece um catálogo de fábrica. Os dois vendem menos do que podiam.

Por que a sua história importa

Num negócio pequeno, o cliente não compra só o produto: compra de você. Saber quem faz, por que faz e como decidiu fazer assim é o que faz alguém preferir você ao mais barato.

É também a única coisa que o concorrente não copia. Ele copia preço, copia foto e copia formato. A sua história não.

Onde ela entra bem

Sempre ligada a uma decisão que afeta o cliente.

  • Por que você faz de um jeito e não do outro.
  • O que você aprendeu errando, e o que mudou depois disso.
  • O que você recusa fazer, e a razão.
  • Como começou, contado uma vez por ano e não todo mês.

Onde ela atrapalha

Quando vira o assunto principal. Desabafo sobre cansaço, indireta sobre cliente difícil e reclamação de concorrência são coisas que a gente entende, mas que colocam quem lê num lugar desconfortável.

A pessoa veio ver se compra de você, e acabou a assistir a um problema que não é dela. Isso não cria proximidade: cria constrangimento.

A proporção que costuma funcionar

Um post em cada cinco sobre você, e os outros quatro sobre o problema, o trabalho e o cliente. Não é regra fixa, é ponto de partida: o suficiente para ter rosto, e não tanto que o perfil vire sobre você.

A régua honesta: depois de ler o seu post, a pessoa sabe mais sobre o problema dela, ou só sabe mais sobre a sua semana?

Um mês montado mostra essa proporção de relance, e é aí que se vê que o perfil pendeu todo para um lado.

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