Comentários e direct: o que responder e o que ignorar
A caixa de entrada de um perfil pequeno mistura cliente real, curiosidade, elogio de emoji e mensagem de robô a oferecer seguidores. As quatro coisas chegam pelo mesmo lugar, e não merecem o mesmo tempo.
Responder cedo vale mais que responder bem
Os comentários da primeira hora contam mais para a distribuição do post, e uma resposta rápida costuma trazer outra resposta. Duas linhas na hora valem mais que um parágrafo no dia seguinte.
Por isso vale reservar dez minutos junto da hora da publicação, mesmo que o post tenha sido escrito há duas semanas.
A regra do que merece resposta
Por ordem, e o que sobra depois disto pode ficar sem resposta sem prejuízo nenhum.
- Pergunta sobre comprar: responde já, e com o próximo passo.
- Dúvida sobre o assunto do post: responde, e vira ideia de post.
- Elogio com conteúdo: responde com uma frase, não com emoji.
- Emoji sozinho: um coração devolve e resolve.
- Robô, corrente e oferta de seguidores: apaga e bloqueia.
O comentário ruim
Se for reclamação de um cliente real, responda em público, curto, e leve para o privado: "sinto muito, já te chamei no direct para resolver". Quem lê vê que existe resposta, e a conversa longa fica fora do palco.
Se for provocação de quem nunca comprou, não responda. Apagar é legítimo, e discutir em público custa mais do que qualquer coisa que se ganhe ali.
A resposta automática resolve metade
Metade das mensagens de um negócio pequeno são as mesmas três perguntas: preço, prazo e se entrega. Uma resposta automática com essas três respostas e um link poupa horas por mês, e não afasta ninguém.
O que afasta é a resposta automática que finge ser você e não responde nada. Deixe claro que é automática e diga quando você responde de verdade.
Com o mês já escrito, os dez minutos de resposta passam a ser a única tarefa diária das redes.