Vídeo curto sem roteiro: uma estrutura de quatro frases
Você liga a câmara, diz "oi gente", e trava. O problema não é vergonha: é que a frase seguinte não estava decidida.
Quatro frases, sempre as mesmas
A estrutura serve para qualquer assunto, e por ser sempre igual deixa de exigir criatividade. Você só troca o conteúdo de cada uma.
Uma: o problema, dito como o cliente diz. Duas: por que acontece. Três: o que fazer. Quatro: o que muda quando se faz.
Um exemplo, em quinze segundos
De uma confeitaria, mas serve para qualquer ramo se você trocar as palavras.
- "O bolo afundou no meio."
- "Quase sempre é porque abriram o forno cedo demais."
- "Espere trinta minutos antes de abrir, mesmo com vontade."
- "O bolo cresce parelho e não murcha ao esfriar."
Grave em pé, de uma vez, sem cortar
Quinze segundos aguentam um erro pequeno. Se travar no meio, continue: soa mais verdadeiro que a quinta tentativa perfeita, e você publica hoje em vez de nunca.
Se travar de vez, pare e grave outra. Não edite para consertar: editar é o que transforma dois minutos de gravação em uma hora de trabalho.
A primeira frase não é "oi gente"
Os primeiros dois segundos decidem se a pessoa fica. Gastá-los numa saudação é gastar o único momento em que você tinha a atenção garantida.
Comece pelo problema. A apresentação, se for mesmo necessária, cabe no fim, quando a pessoa já quer saber quem você é.
As quatro frases são exatamente o que o ReadyMonth entrega para os posts de vídeo do mês, prontas para gravar.