Foto de produto com celular: o que muda o resultado
A foto do concorrente parece profissional e a sua não. Quase nunca é o telefone: telefone de 2020 já fotografa melhor do que qualquer negócio pequeno precisa.
A luz decide quase tudo
Luz de janela, de lado, num dia nublado, é a melhor luz que existe e é de graça. O que estraga foto é a lâmpada do teto, que vem de cima e faz sombra dura, e o flash, que achata tudo.
Teste simples: leve o produto para perto da janela, desligue todas as luzes da sala e fotografe. A diferença costuma ser maior que a de trocar de telefone.
As outras coisas que mudam o resultado
Por ordem de impacto, e todas de graça.
- O fundo: liso e sem bagunça. Uma toalha branca resolve mais que um cenário montado.
- A distância: encoste no produto. Foto de longe com o produto no meio não mostra nada.
- O ângulo: de cima para comida achatada, de frente para volume.
- A quantidade: dez fotos do mesmo objeto, e escolhe-se uma depois.
Edição é ajuste, não é maquiagem
Aumentar um pouco o brilho e o contraste, e endireitar a foto. Isso é edição. Filtro pesado, saturação no máximo e sombra estourada não deixam a foto melhor: deixam-na diferente da coisa que o cliente vai receber.
E foto que não parece o produto real gera reclamação na entrega, que custa mais caro que qualquer curtida que ela tenha ganho.
Fotografe em lote, como escreve em lote
Montar a luz e o fundo leva dez minutos. Fotografar um produto leva dois. Se você já montou tudo, fotografe seis de uma vez: o custo do primeiro é o mesmo, e os outros cinco saem quase de graça.
É a mesma lógica do mês escrito de uma vez. O caro é começar, e não continuar.
Com as fotos em lote e o texto do mês já escrito, publicar deixa de ser uma decisão diária.